PEDRO NUNES



longitudes. (VIII)

I

Este poema não é um poema;
É um conjunto de versos soltos
Onde em cima de uns se equilibram os outros.

Mas se se equilibram em número, em dimensão estes versos,
É labor que aplico nesta terra onde vivo,
Onde as raízes, profundas, discordam comigo.

Mas se rimam estes versos, se se harmonizam as sílabas,
É um jogo probabilístico que termina no início,
Porque há constância nas chances – é a natureza de um ciclo.

Este poema não é um poema;
É uma busca incessante por harmonia
Em forma de verso.